Ética a Nicômaco?

Outubro 6, 2009

A mallogração está para a racionalidade assim como a lógica difusa está para o binômio verdadeiro/falso. O raciocínio cartesiano realmente facilitou  chegar à Lua, pesquisar partículas subatômicas ou mesmo criar o velcro e a raquetinha para matar pernilongos – dentre outras maravilhas do mundo moderno – a partir da contraposição entre o certo e o errado, tudo bonitinho, preto no branco, cientificamente.

Contudo, a essência humana passa longe daí, pois, assim como a internet não seria divertida sem as pessoas que levam a sério tudo que lêem por aqui, a vida seria entediante pacas se não houvesse esta pitada de incerteza, a zona cinzenta do TALVEZ que permite não apenas a mudança de opinião sobre assuntos mil como também a modificação de personalidade e comportamento de cada um dos mallogrinhos que habitam este planeta (sem discriminação contra Ets ou Its, o problema é a falta de base empírica).

Ninguém precisa ter opinião sobre tudo, quanto mais opinião firme, sob pena de se tornar uma pessoa tão engessada intelectual e espiritualmente quanto uma Carta Capital ou uma Veja, o que, convenhamos, A NÍVEL DE REVISTA, é pior do que ser uma Tititi ou Atrevida ou Nintendo World ou Revista Nova Escola.

Sente só, o errado não é mudar, é resistir à mudança por ter certeza sobre algo.

Entre 0 e 1, a escolha mallogra é pelo 0,5.

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