De quebrada e onipresente
Setembro 9, 2009
Depois de pensar muito (tipo uns 20 minutos, sinistro) sobre os eventos anuais em memória ao showzão pirotécnico de 11 de setembro de 2001, eu decidi que, na real, não quero mais escrever sobre isso. Os atentados podem até ter sido o grande marco da entrada do milênio mas, when you add up the numbers, apenas atestam a velha ideia de que todo mundo mallogra em todo canto, o tempo todo. Assim sendo, vou voltar ao assunto inicial do blog.
Escrevi no primeiro post que tudo o que existe tem uma carga de mallogrice, que não tem como existir no universo sem mallograr. Mas o que certamente elevou a parada a um novo nível foi o surgimento de um grande artifício evolutivo, o polegar opositor. Erguemos casas – umas ficaram de pé e outras caíram, mallogras. Construímos canoas – umas navegaram, outras afundaram, mallogras. Derrubaram o Coliseu – grandes merdas. Impérios surgem e mallogram até hoje. Crucificaram uma galera. Criamos a filosofia, a política, a moral, a religião (esta última, relacionamento poligâmico entre as anteriores) – nenhuma delas serviu para nada além de tornar neguinho deprimido, mallogrado. Escolas, prisões, manicômios, repartições públicas. Quando tudo parecia mallogrado ao máximo, apareceu o consumo para nos lembrar de que nada é 100% fodido.
A Presença Mallogra não perdoa e vai continuar aí, de quebrada e onipresente. Indo e vindo. Mallogração gerando mallogração, da mesma forma como foi no episódio das torres gêmeas – quando política, religião e o consumo, mallogros patrocinadores dos atentados, se mostraram cinicamente sólidos e resolvidos, enquanto os pobres sequestradores suicidas pagavam o pato virando torrada. Já aconteceu antes e vai continuar acontecendo.
E eu nem falei sobre os filmes zela cujo tema é a terça-feira 11.
Renderia ainda muito mais conversa inútil sobre a tal força inevitável.
